Construir e destruir
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28 DE OUTUBRO DE 2011
E já falamos de poder encontrar a quém é capaz de discutir construindo (pontes, raciocínio…) já é para nota.
Não nos referimos a pessoas evidentemente mal intencionadas, especialistas trolls , ou aqueles que manifestam uma fixação obsessiva contra algo ou alguém de maneira compulsiva. Não. Nos referimos ao que poderíamos chamar pessoas em situação de normalidade.
Dos exemplos simples. Em primeiro lugar no uso da palabra. Imaginemos o caso de alguém que opina ou defende o que -a juizo de quem o critica- não se corresponde com a realidade . Automáticamente é um MENTIROSO, com todas as letras. Quer dizer, alguém que conhecendo a verdade voluntariamente quer enganar aos demais. Nenhuma opção a ser alguém sinceramente errado, ou com dados ou informação errônea. Ou confundido em sua análise das coisas.
Em segundo lugar, outro exemplo, neste caso do uso da Palabra. Se trata de uma pessoa que não é aparentemente coerente em uma idéia ou atuação com o que afirma pensar ou crer . Ignorando que todo ser humano é (somos) incoerente(s) por princípio (uns mais e outros menos, é certo), se passa automaticamente ao apelo de FARISEO. Sem opção a outras possibilidades, desde o engano ou o erro pontual até a possibilidade de uma pessoa extremamente coerente com uma parcela de incoerência.
Nestes dois exemplos mencionados seria mais simples, respeitoso, objetivo e construtivo falar de quem falta à verdade, ou é incoerente com suas idéias (dito por cada qual na forma que melhor lhe pareça). Certo que Jesús utilizou términos fortes, porém com os poderosos, em casos graves ou de muita importância, e não foi nem muito menos a constante em sua vida.
O pior desta forma de atuar é que não transmite todo o positivo que tem em potência o ser humano, especialmente aqueles que levam em seu coração a Jesus. E é necessário que abunde o bom fermento da bondade que -¡sem negar a verdade a justiça!- fermente a massa, que crie um ambiente diferente aos que são tão habituais em política, meios de comunicação e –por desgraça- na família.
Não é fácil, mas deveria ser um exercício voluntário –e seguro que proveitoso- utilizar a palabra e a Palabra para edificar . Sem deixar de dizer o que pensamos. Sem deixar de defender o que cremos. Porém desde o âmbito e a perspectiva do respeito, a compreensão e a busca de construir.
Esperamos ter podido fazer-nos neste Editorial, ainda que somos conscientes de que nem sempre o alcançamos, mas por este caminho estamos queridos leitores e leitoras.



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