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    Hélder Favarin

    YouTube e outras vozes

     
    YouTube e outras vozes
     

     “Não é um absurdo dizer que Gutenberg forneceu à palabra escrita o que os vídeos em linha podem fazer pela comunicação cara a cara” 

    23 DE OUTUBRO DE 2011

     
    Quando foi a última vez que viste um vídeo em Internet? Me atrevería a dizer que não faz muito, estou certo?



     Os vídeos em linha desataram uma nova revolução das comunicações em todo o mundo . As grandes plataformas, como YouTube ou Facebook, permitem que milhões e milhões de pessoas vejam o que publica qualquer usuário . Resulta surpreendente que cada minuto se subam 35 horas de vídeo a YouTube e que o lugar web tenha superado já os 2.000 milhões de reproduções diárias. [1] A modo de ilustração, podemos mencionar o caso de Asmaa Mahfour, uma jovem ativista egípcia que publicou um vídeo doméstico em Facebook e YouTube. Seu vídeo se reproduziu de forma generalizada em todo Egíto e se considera um dos fatores chaves que desencadearam as revoltas nacionais no Egíto em 2011.



    Não faz muito, escutei Chris Anderson, responsável do famoso evento anual da organização TED, falar sobre esta revolução (em realidade, vi a gravação de sua conversa em um vídeo publicado na Internet). Anderson não duvidava em afirmar que “ não é um absurdo dizir que Gutenberg forneceu à palabra escrita o que os vídeos em linha podem fazer pela comunicação cara a cara  (...). Milhões de pessoas podem ver o discurso de outra, o que pode avivar idéias poderosas e crear um intenso desejo de aprender e responder”. [2] 



     Me pergunto se a constante buscas do ser humano por meios de comunicação mais evoluídos pode ser um reflexo de nossa  Imago Dei   (nossa criação à imagem de Deus). Baseando nas narrações bíblicas, considero que desde sua origem o mundo experimentou uma divina revolução da comunicação. Deus é quém toma a iniciativa na hora de falar com os seres humanos desde o início da criação. Segundo vemos no primeiro capítulo da Bíblia, Deus criou a Adão e a Eva, os abençoou e imediatamente depois lhes falou. [3] 



     Ao longo da história, Deus empregou distintos meios para manter-se em contato com os seres humanos , até que se dirigiu a eles de forma clara e direta através de Jesús, o Deus-Filho. Ao princípio do Evangelho de João, se chega inclusive a descrever a Jesús como a “Palabra” ou o “Verbo”. [4] Aleitura da Bíblia e minhas experiências pessoais me ensinaram e mostraram que as palabras de Deus tem a capacidade de criar, sarar, conectar, instruir, chamar, transformar, libertar e encher de esperança. Por algum motivo, parece que Deus fala em voz bastante alta como para que possamos ouvir, porém com a suficiente sutileza como para ser evitado. Ao fazer isto , nos dá uma amostra de seu infinito amor e respeita a liberdade que nos tem outorgado a cada um de nós.



    C. S. Lewis, o famoso catedrático de Oxford e Cambridge e autor de A s crônicas de Nárnia , não pode resistir-se à voz de Deus. Na obra  Cativado pela alegria , relata seu passo do ateísmo à sua fé em Jesus cristo: “Devem me imaginar só, naquela habitação (...), noite após noite, sentindo, cada vez que minha mente se distanciava, ainda que fosse um segundo, do trabalho, como Aquele a quém com tanta ansiedade desejava não encontrar, se aproximava contínua e implacavelmente. O que temía profundamente por fim me pegou. (...) me entreguei, admiti que Deus era Deus , me ajoelhei e orei (…)”. [5] 



    Graças aos videos em linha, temos um acesso sem precedentes às mensagens de milhões de pessoas de todo o mundo. No turbilhão da revolução que o crescente número de vozes que ouvímos está causando, creio que as perguntas mais importantes não mudaram: Podemos ouvir a inconfundível voz daquele que nos fal desde que começamos a existir? Podemos, ou melhor, estamos dispostos a escutar a voz de Deus?

     




             
       [5] Lewis, C. S.  Surprendido pela alegria: O perfil dos meus primeiros anos . [Tradução de Paulina Mata]. Santiago de Chile: Andres Bello, 1994. Página 206 e 207
     

    Autores: Hélder Favarin


    ©Protestante Digital 2012

     
     



     

     

     

     

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