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Elas, mais sensíveis; eles, mais estáveis

 
Elas, mais sensíveis; eles, mais estáveis
 
Os psicólogos reforçam a teoria das duas naturezas humanas, encontrando uma maior distância de personalidade entre os sexos.

20 DE JANEIRO DE 2012, ESTADOS UNIDOS

Um estudo realizado por psicólogos britânicos e italianos e publicado na revista profissional 'Plos One'  revela as diferenças de personalidade entre homens e mulheres que, segundo as investigações, tem origem biológico (cerebral) e não só se devem a aspectos sócio-educativos. 



Os autores do trabalho, que tem chamado 'A distância entre Marte e Venus', aplicaram uma escala de 15 características de personalidade a uma pesquisa muito mais geral realizada a 10.200 estadounidenses, a maioria de raça branca e com um nível de estudos superior a média em seu país. Os resultados indicam que, na média,  as mujeres são mais sensíveis que os homens e também são mais cordiais, apreensiva ou ansiosas. Pelo contrário, os homens obtém uma maior pontuação em características como a estabilidade emocional, o domínio, a atenção as normas e a vigilância. 



Os investigadores explicam que a sensibilidade diferencia as pessoas que são sensíveis, sentimentais, estéticas e ternas das que são utilitárias, objetivas, pouco sentimentais e duras de caráter, o que influi no comportamento general. Por isso seguramente, ainda tirando do estudo a diferença em sensibilidade, que é a mais chamativa, se obteve uma discrepância significativa em outras características de personalidade entre homens e mulheres.



 DISTINTOS E COMPLEMENTÁRIOS 

Marco del Giudice e seus colegas recordam, ainda, que  a maioria das características de personalidade tem efeitos importantes no comportamento sexual e como pais  dos indivíduos, através de fatores como a promiscuidade sexual, a estabilidade nas relações sentimentais e o divórcio.



A promiscuidade se pode predizer por uma puntuação alta em características como a extroversão, a abertura a experiências novas, a neurose, e outros como o narcisismo e a psicopatia. Puntuações baixas em afabilidade e responsabilidade prevem, junto com uma alta extroversão, uma maior instabilidade emocional e uma maior probabilidade de divórcio.



Em quanto a outros tipos de comportamento, como a tendência a conseguir um estatus e a correr mais ou menos riscos, também resultam relacionados com o gênero “como se existissem duas naturezas humanas, tal como o enunciaram Davies e Shackelford”, dizem os autores.



 INTELIGÊNCIA FUNCIONAL 

A inteligência acompanha a personalidade como fator crucial no comportamento. O cérebro masculino é, de média, 10% maior em volume que o feminino e tem, por tanto, mais neuronas.  A maioria dos estudos indicam que esta diferença não se reflete na inteligência geral.



Assim, dois psicólogos espanhóis, cordenados por Roberto Colom e Richard Haier, confirmaram esta hipótese com um novo estudo com 100 adultos jóvens, publicado em Intelligence. Sua conclusão é que as diferenças significativas no volume cerebral nos voluntários estudados, em cujos cérebros mediram a matéria cinza e a matéria branca com ressonância magnética, não se relacionam com o fator geral da inteligência, chamado g.



Entretanto , neste estudo se confirmou diferenças significativas  em habilidades especiais, como a rotação mental de figuras em três dimensões (que os homens fazem melhor), e que se supõe que exigem o uso de uma grande capacidade cerebral. E as mulheres deram melhores resultados nas provas de fluidez verbal. Assim que a conclusão final é que, dependendo de qual seja a tarefa complexa a realizar, os homens tem mais neuronas mas as mulheres as utilizam de forma mais eficiente.
 

© Protestante Digital 2012

 
 



 

 

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